Introdução: As cartas do livro do Apocalipse, capítulos 2 e 3, trazem uma mensagem de exortação àquelas sete Igrejas da Ásia que realmente existiam; a todas as Igrejas de Cristo em todos os tempos e; à vida dos crentes, individualmente falando. Ao mesmo tempo, parece traçar uma descrição profética da existência da Igreja desde o 1° século até a volta de Cristo (Éfeso até o ano 100 D.C., Smirna até 300, Pérgamo até 400, Tiatira de 400 a 1500, Sardo da Reforma 1560 a 1700, Filadélfia no período das grandes missões-1700 a nossos dias e Laodiceia a igreja, pré-adventista, no período de grande apostasia).

Vejamos o que a situação de cada uma tem a nos ensinar:

  1. Éfeso = “Desejável ou desejado” – A Igreja como objeto do amor de Cristo (Éf. 5:25). Corresponde à situação da Igreja até o final da era apostólica (ano 100).

Éfeso era um grande centro idólatra, voltado à deusa Diana (At. 19:23 a 35).

A)               Elogios – O Apóstolo Paulo, que havia sido responsável pela organização daquela Igreja, em Atos 20:29 a 31, avisou a seus pastores que surgiriam falsos mestres (e eles vieram mesmo). Mas, ela estava atenta e firmada nas doutrinas e práticas cristãs, resistindo os maus, falsos apóstolos e nicolaitas (v 2, 3 e 6). Virtudes destacadas:

1-      Obras = bom testemunho.

2-      Trabalho = na pregação do evangelho.

3-      Paciência = perseverança nas aflições.

4-      Não sofre os maus = zelosa na disciplina.

5-      Prova os falsos apóstolos = firmes na Palavra (conhecimento dela a ponto de reconhecer o que é verdadeiro ou mentiroso e enganador).

6-      Sofreu, perseverou e trabalhou por Cristo sem se cansar = (uma igreja que tudo fez para levar o nome de Cristo adiante, sem medir esforços).

7-      Desprezou as idéias Nicolaitas – (nikos + laos) = Aquele que vence ou subjuga + o povo comum . Ou seja, a criação de uma distinção entre a classe dominante (clero)  e os demais fiéis (leigos) – (ver Mt 23:5 a 12).

B)       Repreensão – Apesar de tudo foi repreendida, duramente, por apenas uma razão: Caiu de seu primeiro amor – deixou a real motivação.

Será isto tão grave, mesmo fazendo a coisa certa? Sim, Deus quer que façamos as coisas conscientes do “porque” (Rom. 12:1closeRomans 12:1 A Living Sacrifice 12:1 I appeal to you therefore, brothers, by the mercies of God, to present your bodies as a living sacrifice, holy and acceptable to God, which is your spiritual worship. (ESV) e 2). A nossa motivação é toda ela o “amor” a Deus e ao Próximo. É possível fazer tudo sem amor, mas só com ele é que isto faz sentido (1 Cor. 13:1close1 Corinthians 13:1 The Way of Love 13:1 If I speak in the tongues of men and of angels, but have not love, I am a noisy gong or a clanging cymbal. (ESV) a 3).

Conclusão: Estamos fazendo estas coisas? De que forma? Se atentarmos para isto, temosa promessa:

– (v. 7) “ao Vencedor é dado            comer da árvore da vida” (eterna).

- (Rom. 8:37closeRomans 8:37 37 No, in all these things we are more than conquerors through him who loved us. (ESV) a 39)  “em Cristo somos mais   que vencedores”.

  1. Smirna = “Amarga” – A Igreja sofredora, em razão da perseguição feita por judeus e pagãos. Corresponde ao período de grande perseguição e não obstante, de grande crescimento da Igreja cristã (do ano 100 a 300).

Smirna era a principal cidade da Ásia Menor e centro de culto ao Imperador romano, tendo ali um templo erguido ao imperador Tibério César.

A)    Elogios – Esta Igreja só recebeu elogios. Não porque, talvez, fosse perfeita, mas porque era “rica para com Deus”. Embora pobres demais, justamente pela perseguição que sofria, era rica nas coisas espirituais. A perseverança era fruto de uma Fé genuína (V. 10 e 11). O mencionado em Rom. 8:35closeRomans 8:35 35 Who shall separate us from the love of Christ? Shall tribulation, or distress, or persecution, or famine, or nakedness, or danger, or sword? (ESV) a 39 era uma verdade na vida daquela igreja.

B)    Recomendação – A uma Igreja fiel como aquela, não caberia repreensão, mas apenas o estímulo da Palavra do Mestre para enfrentar uma perseguição da “Sinagoga de Satanás”. Esta levaria até alguns deles à prisão e morte com falsas acusações. E isto durou “dez dias proféticos”, isto é, dez operações de perseguição que conforme consta, foram empreendidas por diversos Impérios neste período da história.

Conclusão: Em nossa pobreza, temos sido ricos para com Deus? Estamos prontos a ser fieis até à morte?

  1. Pérgamo = “Levada ou casada com mais de um”.  Representa a Igreja mundanizada, casada com o mundo, estando ligada ao governo Estatal. Corresponde ao período em que varias igrejas se colocaram debaixo dos valores e do jugo do Império Romano, dando origem ao Catolicismo Romano (a partir do ano 325).

Também esta cidade era um centro importante de adoração aos imperadores romanos e bem no centro dela havia uma acrópole com templos a Zeus ou Júpiter e outros vários deuses.

A)    Elogios – Apesar de estar num centro idolatra, esta igreja conservava o nome de Jesus e a Fé, a ponto de um deles (supostamente seu pastor), chamado Antípas, ser martirizado na acrópole. Portanto, havia ali muitos irmãos sinceros e que pregavam a Cristo, conservando sua fé e testemunho nas obras verdadeiramente cristãs. (v. 13).

B)    Repreensão – Aparentemente, o grande problema desta igreja residia, justamente, em sua liderança. Havia ali os Balaonitas e os Nicolaitas. Vejamos o que era isso:

- Balaonitas: Pessoas que induziram outros a praticarem a idolatria e a prostituição. Provavelmente, líderes que por amor ao dinheiro levavam irmãos a não encararem a fidelidade na adoração ao Único Deus tão a sério e, com isto, se contaminando na participação de cultos pagãos (1 Cor. 10:20close1 Corinthians 10:20 20 No, I imply that what pagans sacrifice they offer to demons and not to God. I do not want you to be participants with demons. (ESV) e 21). Esta prática levou, mais tarde, as igrejas ligadas a Roma a adotarem imagens (condenadas abertamente pela lei de Deus) a exemplo do que mantinham em seus cultos pagãos antes do “casamento” entre Igreja Cristã e Império Romano (com seus muitos deuses e ídolos). Certamente, o que levou muitos líderes a unirem suas igrejas a Roma foi o mesmo interesse de Balaão: o dinheiro. O apoio financeiro do Império que dominava o mundo falou mais alto que o zelo doutrinário e a fé de muitos. (1 Tim. 6:10close1 Timothy 6:10 10 For the love of money is a root of all kinds of evils. It is through this craving that some have wandered away from the faith and pierced themselves with many pangs. (ESV) ).

- Nicolaitas: As mesmas idéias refutadas em Éfeso ou cerca de 200 anos antes, aqui tomam boa aceitação. Homens que na sua vaidade e interesses começam, não a liderar, mas subjugar o povo. É o “Clero” se sobrepondo aos “leigos”.

Vemos em Pérgamo, nitidamente a base da formação da Igreja Romana, explorando o nome de “Cristãos” e a boa-fé dos seguidores; o Balaonismo visto na riqueza de seus templos, na idolatria a tantos “Santos” criados até da imaginação, e na mistura ecumênica atual com tantas seitas; e o Nicolaismo, vista na atual hierarquia Romana. Percebe-se que Jesus sabia muito bem aonde aquelas coisas iriam levar.

Conclusão: Devemos buscar ser independentes sempre do estado e outras instituições que possam nos “beneficiar”. Temos sido assim, mesmo individualmente? Nosso zelo no culto e doutrina tem sido fiel? Estamos ocupados em ver quem é “mais importante” na igreja ou estamos unindo nossas forças para anunciar a Cristo?

  1. Tiatira = “Sacrifício continuo” – “A Igreja Tolerante”, permitindo que houvesse alguém em seu meio, pervertendo a doutrina e a prática cristã. Esta representa a igreja que atravessou a idade das Trevas (400 a 1500 D.C.), onde o romanismo tomou realmente forma, com inúmeros desvios, enquanto as igrejas fiéis lutaram sobremaneira para sobreviver sem o apoio do império, mas pelo poder do Rei dos reis. Grandes comunidades cristãs antigas foram extintas nesta época, ora pela perversão, ora pela fuga por causa da perseguição.

Tiatira era um grande centro industrial e comercial de tecidos (púrpura), onde, quando se realizavam as grandes feiras, havia muitas festas pagãs e orgias.

Crê-se, que a Jesabel citada, seja o nome simbólico de uma mulher que estava exercendo uma certa liderança em Tiatira, tomando para si a qualificação de pregadora (profetiza). Note que é condenado o fato dela “ensinar” e o “enganar” (v. 20) a igreja. Sua influência na igreja era comparado com o da Jesabel que foi rainha em Israel e que se celebrizou por sua idolatria, ganância, presunção, perversidade, impiedade, etc…(I Reis 16:30 e 31, e 21:1 a 16).

No traçado histórico vamos ver que Jesabel vai representar o Catolicismo.

A)    Elogios – A Igreja conservava, ainda, muitas das qualidades vistas em Éfeso. Isto mostra que, no todo, a igreja de Cristo estava viva: suas obras (testemunho), amor, serviço (evangelismo), fé e paciência (perseverança) estavam presentes. No entanto, Jesus reconhece que suas últimas obras são mais do que as primeiras. Realmente, há necessidade de trabalhar dobrado quando alguém faz ou ensina o errado e se tem que enfrentar isto, “desensinando” o errado e ensinando o certo.

B)    Repreensão – Estava ali já estabelecida a grande PROSTITUTA do Apocalipse. Aquela que é infiel àquele que tinha direitos sobre ela (compare Ap. 17, 18 e 19, 1 e 2 com 2:21 a 23). Em Tiatira este mal foi tolerado (v. 20) ao contrário de Éfeso que “não podia suportar o mal” (2:2).

Essa Jesabel seduziu a muitos servos do Senhor a se prostituírem, assim como o romanismo tem enganado a muitos. Todos que se “prostituem” com ela e não se arrependem, com ela perecerão (v. 22), enquanto às igrejas que permaneceram fiéis, vão reinar com Cristo (comparar 26 e 27 com 19:15 e 16).

Conclusão: Precisamos encarar o Catolicismo como realmente é: uma afronta de         infidelidade a Deus e ao Noivo da Igreja que é Jesus. Não podemos ser participantes em nada que procede dela e de suas ramificações. Cada fresta deixada pode ser fatal à vida da igreja ou à nossa vida espiritual.

Cada vez precisamos trabalhar mais e zelar para não cairmos no engano a ponto de nos prostituiremos com o mundo, sendo infieis à Palavra de Deus (2 Tim. 2:13close2 Timothy 2:13 13 if we are faithless, he remains faithful— for he cannot deny himself. (ESV) ).

  1. Sardo = “Remanescente” – “A Igreja de aparências”, com aspectos exteriores de que era fiel e trabalhadora, mas era “morta” para com Deus. Corresponde à igreja da época da Grande Reforma (1500 a 1700).

Sardo é a cidade menos importante das sete, mas, era também conhecida pela industrialização da lã e pelo hábito da boemia de seus moradores e visitadores. Historicamente, consta que por duas vezes foi invadida por inimigos, sem qualquer resistência, pois foi tomada de surpresa. Seu luxo e riqueza chamavam a atenção. Segundo a tradição, teria sido a primeira cidade da região a receber o evangelho, por meio do próprio João, e também a desviar-se da fé.

A)    Elogios – Não há elogios à esta igreja senão no v. 4, onde menciona-se “alguns” que não haviam-se contaminado. Estes crentes,fieis em meio a uma igreja que “só tinha o nome de igreja de Cristo”, foram tidos por dignos de estar com Cristo. Aleluias por que a salvação não está na igreja. Ainda que toda ela venha a cair, podemos saber que o que  permanecer fiel, não sofrerá agravo da parte de Deus.

No traçado histórico da igreja, isto é também importante: Aponta para as igrejas realmente vivas que atravessaram, não só a perseguição, mas também a prostituição religiosa e, a esta altura da Reforma do cristianismo paganizado, ainda andaram sem contaminar suas vestes (santidade) – Mt. 16:18 e Ef. 5:25 a 28.

B)    Repreensão – Quando Jesus diz – “Eu sei as tuas obras”, nos parece algo semelhante às outras. Porém, aqui as obras são más. Aparentando ser viva, o Senhor sabe que não há nela o Espírito e a vida necessária. Esta igreja estava longe da vontade de Deus, com umas poucas exceções de irmãos que serviram em sinceridade e santidade. Suas obras não eram perfeitas; isto é, não eram de acordo com o que Deus queria dela.

Nela, também, podemos ver todas as características do protestantismo, saindo da reforma. Neste movimento, surgiu “uma Nova Igreja” apregoando os erros de sua mãe Romana e se autodenominando o “Renascimento” da igreja Cristã (como, aliás, toda nova igreja o faz hoje), ou seja, todo o restante não tinha valor e não era reconhecido (tanto o sistema católico Romano como as igrejas que jamais aderiram ao protecionismo romano).

Com nome de “viva”, porém, “morta”, como sua mãe, pois com todo o esforço empreendido o movimento não podia passar disto devido à hipocrisia, formalismo e incoerência de seus líderes que jamais se uniram unicamente em torno da Verdade, mas, por motivos excusos ficaram presos a interesses particulares de conveniências próprias ou nacionalistas. Lutero, seu principal personagem, carregou para sua igreja (A Luterana Alemã) vários dogmas católicos, inclusive o batismo infantil. Na verdade, ele próprio nunca foi batizado por uma igreja verdadeira, em testemunho de arrependimento. Seu interesse era mudar o sistema administrativo e financeiro da igreja, mais do que concertar desvios doutrinários. Ele até mesmo, a exemplo do catolicismo da época, tornou-se um constante e ferrenho perseguidor dos Anabatistas, expulsando-os com apoio do governo de seu país, ao qual ligou a sua igreja.

A Reforma de Calvino e Zuinglio trouxe em sua bagagem o “Nicolaismo” e o batismo por aspersão, como ato sacramental, entre outras coisas, sendo também, como religião oficial, perseguidora do anabatismo, por motivos mais do que claros.

Apesar de estarem realmente examinando as Escrituras, não as praticaram amplamente. Para esta nova igreja reformada coube a mensagem preciosa dos vs. 2 e 3.

Conclusão: Deus conhece nossas obras – Ter nome de “igreja” (que vive); “crente” (cristão); Batista, é fácil. Mas Jesus, o Senhor da Igreja sabe tudo – “tens nome… ou és?” Ficar firme na doutrina Cristã em santidade é dever de quem quer andar com Cristo (com vestes brancas).

  1. Filadélfia = Amor fraternal – Esta é a igreja “Amada e Amorosa”. Juntando-se seu zelo e perseverança a este amor ao próximo, essa Igreja levou o Evangelho adiante, sendo abençoada por Deus na sua tarefa evangelistica e missionária com uma “porta sempre aberta” para prosseguir. Corresponde à Igreja do ano 1700 em diante (alguns crendo que este período se estenda até nossos dias, outros que já estejamos no período final).

Filadélfia era uma cidade portuária, também centro de culto idólatra, porém, a carta menciona como problema, não os pagãos, mas os Judeus que havia lá. Atualmente esta cidade, que fica na Turquia, leva o nome de Alasehir.

A)    Elogios – Também o Senhor “conhecia suas obras” e certamente, isto lhe agradava, pois viu zelo e perseverança em seus ensinos (vs. 8 e 10). Apenas isto parece ter bastado para Ele achar por bem de abençoá-la com uma porta aberta e uma promessa, não só de guardá-la nas provas, mas também de honrá-la perante os seus opositores judeus não conversos. No traçado histórico, vemos aqui a Igreja Missionária e Empreendedora, que com esforço material, sem ser rica, tem levado o evangelho ao mundo graças às condições que Deus tem dado. Como exemplo disto, vemos por informação contida no livro “Quem são Eles?” de Routh (Juerp – 1980) que enquanto os Adventistas contribuíram em 1948 de modo que cada adepto da seita destinava U$ 29,70 para missões, os batistas tem-se espalhado de maneira muito mais ampla. Também o valor do Dólar Americano no mercado mundial facilita sobremaneira o envio de missionários daquele país aos do 3° Mundo (inclusive o Brasil). Isto é uma amostra de que Ele “abre a porta” e que só Ele pode fechar. Fica aqui a profecia de que a Igreja será protegida na tribulação de modo todo especial e, ao contrario do que o judeu espera, também os gentios são chamados e amados em Cristo, pela Sua Igreja fiel e pura (vs. 9 a 11) e os que não o receberem, haverão de reverenciá-la por isto (Rom. 9:30closeRomans 9:30 Israel's Unbelief 30 What shall we say, then? That Gentiles who did not pursue righteousness have attained it, that is, a righteousness that is by faith; (ESV) a 33).

Conclusão: O fato de Ele conhecer nossas obras também é uma benção. Ele vê nossa fidelidade, também. E Ele mesmo abre as portas para que possamos fazer a Sua Obra (e só Ele o pode fazer) para nós. Amém!

  1. Laodiceia = “Direitos do Povo” – A Igreja interessada em suas próprias vontades e direitos em contraposição a Vontade de Deus. Seu culto era totalmente indiferente na doutrina, zelo e devoção a Deus. Corresponde à Igreja nos tempos finais, antecedentes à vinda de Cristo.

Laodiceia era uma cidade rica e importante. Tão rica que, ao ser destruída em 62 a.D. por um terremoto, foi reconstruída totalmente por conta própria (veja v. 17); Centro industrial têxtil, a lã extraída de ovelhas negras e uma escola de medicina, conhecida por fabricar um colírio excelente, eram causas de um orgulho e auto-suficiêcia que era dominante em seu povo.

A)    Repreensão – Ao contrario de Smirna e Filadélfia, esta não recebe elogios. Apenas repreensão. Ao que parece, o sentimento de auto-suficiência da cidade afetou inclusive a Igreja que havia lá. A mornidão expressa em vs. 15 e 16 mostra uma igreja indiferente para com o Senhor, o que Ele não pode tolerar; Lhe “embrulha o estomago” a ponto de rejeitá-la.

Os vs 17 e 18 mostram mais diretamente o fator do orgulho dos Laodiceianos. Eles cometiam o erro muito comum de pensar na prosperidade financeira como prova da benção de Deus, o que nem sempre é verdade. Seu estado real era bem oposto ao que julgava pelas aparências. Cristo lhe oferece, então, os verdadeiros valores: Sua Palavra Pura como ouro refinado em lugar de seu dinheiro; vestes brancas de santidade em lugar de suas tão “preciosas” fabricações têxteis; e o auxilio do Espírito Santo para que vejam as coisas espirituais em lugar de seus famosos colírios que, espiritualmente, para nada serviam.

Apesar de tudo, Cristo mostra que amava essa igreja e a queria ver arrependida e de volta à Sua comunhão intima.

Quantas Igrejas e crentes estão, hoje, nessa mesma condição: achando-se muito poderoso, rico e abençoado, não enxergam sua própria miséria, cegueira e nudez? Esquecendo-se dos verdadeiros valores, são incontinentes para com Deus, indiferentes às Palavras e ao Espírito Santo.

No traçado histórico, fica evidente o esfriamento de grande parte da “cristandade” dos últimos tempos. Antes que ocorra a “grande apostasia” de Mt. 24:10 a 12, esta será a situação da Igreja de um modo geral, até que ela seja rejeitada (vomitada). Então só a sua noiva estará debaixo de seus cuidados preparando-se para as bodas.

Conclusão: Que nossas vidas possam ser conduzidas por esta exortação Divina de não as fazermos, pela nossa indiferença, desprezíveis aos olhos de nosso Senhor.

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