EVANGELISMO PESSOAL

Introdução:

Todo crente em Cristo tem consciência de que é seu papel transmitir o Evangelho a outras pessoas. Na verdade, o crente tem essa consciência porque ele mesmo tem o desejo de que outras pessoas a quem ele ama, gozem da mesma bênção que ele alcançouem Cristo. Alémdisso, ao ler sua Bíblia, constantemente ele é exortado de que esta é a vontade de Deus. Muitos, no entanto, não o fazem por sentirem-se incapacitados para tal trabalho. Para que isso seja superado, convém que tenhamos algum preparo e conhecimento, mas que também sejamos estimulados a por “mãos à obra”. A intenção deste estudo é, justamente, de “nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10.24). De fato, não há obra melhor, nem ato maior de amor do que levar uma pessoa ao conhecimento de Cristo.

 

O que é o Evangelismo?

Literalmente, evangelizar é “Anunciar as Boas-Novas”, “Levar a Mensagem” (de Salvação) às pessoas. Isto é, de alguma forma, estar informando, esclarecendo o Plano de Deus para salvação dos homens. É bom destacar que o bom testemunho do crente, com uma vida de santificação, é fundamental para que ele possa evangelizar, mas este testemunhar por si só, não é o mesmo que evangelizar.

Embora o Evangelho verdadeiro seja único, existem formas diferentes de propagá-lo:

- O evangelismo de massas (por meio de rádio, TV, jornais e mais recentemente a própria internet) – Este meio costuma ser muito proveitoso por se poder atingir a um grande número de pessoas de uma só vez. Porém, costuma ter um custo muito alto, o que dificulta a sua utilização.

- A panfletagem (folhetos e literaturas) – Já foi um método muito eficiente, mas, por vários motivos, tem perdido sua força. É preciso usar de algum meio eficaz para que essa literatura não venha a ser arquivada ou jogada no lixo sem que tenha sido lida ao menos uma vez.

- A pregação pública (em praças, casas, ou mesmo no templo) – Esta sempre será, enquanto a situação o permitir, o modo principal e insubstituível de a igreja levar adiante a sua missão. No entanto, em razão do seu preconceito e desinteresse para com a igreja, muitas pessoas se mantêm imunes a essa forma de pregação.

- A exposição pessoal (em visitações ou em situações do dia-a-dia) – Esta é, desde o tempo do discipulado dos apóstolos, a mais praticada, necessária e eficaz forma de evangelizar pessoas.

 

O que é preciso para evangelizar?

1 – Ter uma experiência pessoal e real com Cristo (ser verdadeiramente convertido) – 2 Cor. 4.13close2 Corinthians 4:13 13 Since we have the same spirit of faith according to what has been written, “I believed, and so I spoke,” we also believe, and so we also speak, (ESV) .

2 – Ter uma vida correta e de santificação. – Atos 24.16; e Fil. 2.15 e 4.5.

3 – Ter Amor pelas almas. – Rom. 9.1-3; 10.13-14closeRomans 9:1-3 God's Sovereign Choice 9:1 I am speaking the truth in Christ—I am not lying; my conscience bears me witness in the Holy Spirit— that I have great sorrow and unceasing anguish in my heart. For I could wish that I myself were accursed and cut off from Christ for the sake of my brothers, my kinsmen according to the flesh. Romans 10:13-14 13 For “everyone who calls on the name of the Lord will be saved.” 14 How then will they call on him in whom they have not believed? And how are they to believe in him of whom they have never heard? And how are they to hear without someone preaching? (ESV) ; e 11.13-14.

4 – Vencer a própria timidez – Rom. 1.16closeRomans 1:16 The Righteous Shall Live by Faith 16 For I am not ashamed of the gospel, for it is the power of God for salvation to everyone who believes, to the Jew first and also to the Greek. (ESV) e 2 Tim. 1.7-8close2 Timothy 1:7-8 for God gave us a spirit not of fear but of power and love and self-control. Therefore do not be ashamed of the testimony about our Lord, nor of me his prisoner, but share in suffering for the gospel by the power of God, (ESV) .

5 – O quanto possível, ir crescendo no conhecimento bíblico. – 2 Tim. 2.15close2 Timothy 2:15 15 Do your best to present yourself to God as one approved, a worker who has no need to be ashamed, rightly handling the word of truth. (ESV) e I Ped. 4.11a.

6 – Ter bom senso dosado com ousadia – Atos 17.22-34 (isso pode ser alcançado com oração – Efe. 6.19).

7 – Estabelecer uma forma de abordagem eficiente – Ex: A fim de encontrar espaço para começar a fazer contato com pessoas para falar de Jesus em cada nova cidade que chegava, Paulo usava quase sempre a mesma estratégia de procurar uma sinagoga.

 

Por que evangelizar?

Antes de vermos as razões para evangelizar, podemos ver algumas “razões para não fazê-lo”. Cada um de nós pode dar algumas destas desculpas – qual é a sua?

- Sou muito ocupado! Não tenho tempo.

- Estou muito cansado!

- Já estou velho para isso!

- Sou muito novo. Não estou preparado ainda.

- Não sei falar, não sou capacitado para isso. É melhor deixar para quem sabe…

Mas, apesar de algumas destas coisas até fazerem sentido para nós, temos alguns bons motivos para evangelizar:

- Porque o Senhor ordenou – Mar. 16.15.

- Porque amamos a Jesus e ansiamos por sua vinda – Mat. 24.14closeMatthew 24:14 14 And this gospel of the kingdom will be proclaimed throughout the whole world as a testimony to all nations, and then the end will come. (ESV) .

- Porque temos uma Mordomia para dar contas – Luc. 19.11-26.

- Porque o pecador sem Cristo está definitivamente perdido – Mat. 18.11-14closeMatthew 18:10-14 The Parable of the Lost Sheep 10 “See that you do not despise one of these little ones. For I tell you that in heaven their angels always see the face of my Father who is in heaven. 12 What do you think? If a man has a hundred sheep, and one of them has gone astray, does he not leave the ninety-nine on the mountains and go in search of the one that went astray? 13 And if he finds it, truly, I say to you, he rejoices over it more than over the ninety-nine that never went astray. 14 So it is not the will of my Father who is in heaven that one of these little ones should perish. (ESV) .

 

Como evangelizar?

No evangelismo pessoal, é preciso termos noção de que cada situação pode mudar a forma de abordagem e comunicação da mensagem. Isto pode variar de acordo com quatro fatores:

1- O tempo disponível para falar.

Podemos ter situações em que temos alguns poucos segundos ou minutos para comunicar nossa mensagem àquela pessoa ou talvez, algumas horas. Esse fator fará muita diferença. Pode ser, também, que tenhamos uma única oportunidade de falar àquela pessoa (se ela passar, talvez nunca mais seja possível), ou talvez, embora por curtos períodos de tempo, possamos estar “semeando” diariamente àquela pessoa.

2- O local onde nos encontramos com a pessoa.

Este fator vai interferir no tempo adequado ou na forma em que nos dirigimos às pessoas. Imagine que é muito diferente a situação em que você pode conversar alguma coisa com a pessoa se vocês estiverem na igreja, na rua ou lugar público, na casa dela, na escola ou trabalho, em algum lazer (parque ou local de esportes, por exemplo), no transporte (ônibus, trem, etc.), ou num hospital, asilo ou na prisão.

3- As circunstâncias do momento.

Também fará muita diferença se houverem circunstâncias especiais que envolvam a pessoa, como em situação de morte, doença ou ocasiões festivas (aniversários, nascimentos, casamentos, etc.).

4- O tipo de pessoa a quem nos dirigimos.

Se nos dirigimos a uma pessoa muito próxima (parente, amigo, colega) ou a alguém de posição social mais elevada (um superior no trabalho, um professor ou alguma autoridade, por exemplo); se ela é uma pessoa mais idosa ou muito mais jovem. Enfim, características como idade, sexo, posição social sempre farão diferença na forma de nos dirigirmos a alguém.

Observamos como Jesus, o Mestre dos pescadores de homens, lidou de modo diferente com pessoas de características diferentes:

a) Uma pecadora antagonista/opositora (João 4.6-26) – Podemos comparar com a situação em que nos encontramos com alguém que se diz “cristão”, mas tem doutrinas diferentes. Um católico, por exemplo.

b) Um homem que buscava alguma coisa (Lucas 19.1-10) – Podemos comparar a alguém que se mostra mesmo desejoso em conhecer a Jesus ou entender a Palavra de Deus.

c) Um homem “religioso” e conhecedor das escrituras (Lucas 10.25-37) – Podemos comparar à situação em que certas pessoas que conhecem a Bíblia (intelectualmente), mas procuram se achegar a nós apenas para contender ou mostrar seu conhecimento.

d) Um homem “quase crente” (Mateus 19.16-22) – Podemos comparar àquelas pessoas que são tão boas que nos fazem pensar que só falta ela ser batizada, o que geralmente não é verdade.

Cabe, ainda, verificarmos que mesmo ante a pregação do próprio Mestre, alguns destes creram e outros rejeitaram a Palavra, o que certamente ocorrerá conosco também. Não devemos nos espantar por isso acontecer. Devemos, apenas, tomar o cuidado para que, quando nossa mensagem for rejeitada, isso não ocorra por algum tipo de falha da nossa parte (mau-testemunho, falta de amor ou uma má abordagem).

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 Pr. Waldir Ferro

Igreja Batista Betel Independente